Desenvolvimento de carneiros hidráulicos é desafio prático de Engenharias

Engenharias - projetos - CAPATurmas do 5º semestre de Controle e Automação e de Produção participaram da atividade prática

Matemático, físico e filósofo, Blaise Pascal (1623 –1662) é considerado o gênio da ciência, pai da computação digital, da probabilidade, da física experimental, da hidráulica, do cálculo integral e diferencial, da geometria projetiva, gênio da literatura universal. E foram todos esses conhecimentos que inspiraram os projetos práticos desenvolvidos pelas turmas de 5º semestre de Engenharia de Controle e Automação (Mecatrônica) e Engenharia de Produção. As apresentações aconteceram dias 21 e 22 no Laboratório de Materiais do Campus I.

Parte da disciplina Fenômenos de Transportes, o desafio dividiu os alunos em grupos para o desenvolvimento de maquetes e protótipos. “Eles criaram o que chamamos de carneiro hidráulico, um mecanismo que usa diferenças de pressão para bombear água, também conhecido como golpe de aríete, uma referência à arma medieval usada para arrombar portões de castelos, muralhas e fortalezas”, explicou o professor Luciano Rigolo.

Os estudantes tiveram que aplicar os conceitos teóricos do semestre para elaborar os trabalhos. O grupo de Andressa Camila Alves Toledo, de Engenharia de Controle e Automação, montou um braço hidráulico, com estrutura de PVC e acionamento por seringas, mangueiras e água. “A gente tem o princípio de tudo no teórico, mas ao executar você tem noção do que é a aplicação. Eu acho mais divertido aprender assim, acho que participamos mais. Acredito que esse tipo de atividade conta bastante em um processo seletivo, pois vou poder dizer que eu desenvolvi o projeto, participei na prática, e acho que isso me torna sim uma profissional melhor”, contou.

Diz o dito popular que na teoria, a prática é outra. Foi o que aconteceu com o grupo de Aparecido Alves Ferreira Júnior, proporcionando um aprendizado ampliado sobre o tema. “No nosso projeto, por exemplo, não deu certo de fazer com a válvula inicial, que era de plástico. Na teoria funcionaria muito bem, mas na prática não funcionou. Tivemos que rever também algumas partes, como a medida da entrada de água que na teoria funcionaria, mas também não deu certo na prática. Então, realmente o projeto foi uma oportunidade para aprendermos muito. A intenção é ser um profissional diferenciado. A concorrência está grande, temos que estudar cada vez mais para se diferenciar. E a Max Planck oferece essa oportunidade para a gente”, disse o aluno de Engenharia de Controle e Automação.

Outro aluno de mecatrônica, Jefferson Geraldo dos Anjos, também viu resultados positivos com o trabalho de seu grupo. “Fica fácil aprender assim porque você começa a pesquisar vários detalhes e consegue ver na prática o que aprendeu em teoria na sala, fica bem mais clara a visão do processo”, garantiu o estudante cujo grupo fez um trator para exemplificar o braço hidráulico.

A turma de Engenharia de Produção, além da apresentação ao professor, recebeu a presença do diretor da MAX, professor Hector Escobar. Ao explicar o projeto de seu grupo, Maciel Avelino de Moraes contou a diferença entre o aprendizado teórico e prático.

“A diferença de viscosidade, o movimento dos líquidos dentro dos dutos, a velocidade, tudo isso é diferente quando você faz na prática. Quando a gente faz um braço no sistema hidráulico ele mostra toda a eficiência do líquido em diferença do ar, que é comprimido, mas o líquido não. Você aproveita toda a força aplicada no líquido. Com a teoria você aprende, mas não consegue ver. Mas quando você coloca em uma atividade prática, você consegue enxergar tudo. Você não pensa apenas na parte hidráulica, você pensa na parte da articulação, em cada movimento dos braços. Se a gente observar, um braço tem quatro articulações e uma no centro que tem que rodar 180 graus. Foi um desafio fazer movimentar. É um trabalho que fizemos com as próprias mãos, vimos toda a dificuldade do começo ao fim. Um trabalho como esse abre horizontes, expande nossa mente para aplicação no mercado de trabalho”, declarou o aluno.

O estudante Rodrigo Oliveira do Vale e seus colegas desenvolveram um projeto baseado em bomba de diafragma. “Nós queríamos muito apresentar essa bomba porque é bastante conhecida no setor industrial para produzir inflamáveis. Eu já conhecia essa bomba e com a matéria do professor conseguimos identificar o funcionamento. O grupo se reuniu e decidiu que seria um bom exemplo para esse projeto. Fica mais fácil aprender assim. Igual diz o slogan, que Max Planck é aprender na prática, e foi isso mesmo”, afirmou.

Porém, a aparente facilidade do projeto foi surpreendida por contratempos, que quase comprometeram todo o trabalho. “Conseguimos essa bomba danificada e compramos na internet peças de reposição para fazer o reparo. Só que o material não chegava e ficamos preocupados, ficou um clima de tensão. Quase desistimos do projeto, mas quando falamos com o professor ele nos deu total apoio e nos convenceu a manter. E foi bom porque as peças chegaram e montamos a bomba, finalizando o projeto em cima da hora”, revelou.

Com uma maquete de ponte hidráulica bipartida, o grupo de Vando Tenório de Jesus foi audacioso ao utilizar cilindros pneumáticos adaptados, para simular cilindros hidráulicos. “Sou formado em técnico mecatrônico, e a Faculdade veio somar com a questão de gerenciamento de tempo, de desenvolvimento. Foi criado cronograma, distribuição de todas as funções. Então, de forma geral o grupo todo participou. Então, a Engenharia veio somar bastante nessa parte. Tudo isso convergiu para realizarmos esse projeto, realmente ajudou bastante”, comentou.

Mas essa atividade prática, segundo o estudante, não foi novidade. “Nós temos praticado ao longo dos semestres e esse foi mais um desafio, que foi muito bem-vindo. A prática ajuda a entender e ver a aplicabilidade daquela teoria”, completou.

Para o docente responsável, todos os grupos atenderam às expectativas. “Eles usaram tudo o que aprenderam em sala de aula. É uma disciplina que marca a metade do curso, então não é das mais difíceis, mas tem certo grau de dificuldade. Exige do aluno muita dedicação e pesquisa. Calcularam todas as forças, o diâmetro das seringas, a força do fluido, pressão, etc. Ou seja, abrangeu todo o conteúdo do semestre”, finalizou o professor Luciano.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s